Teoria baseada em Freud: Instinto X Razão
Instinto
X Razão
Como não encontrei outra palavra que desse maior sentido ao que
poderíamos considerar o oposto de instinto, acreditei que a palavra “razão”
poderia se encaixar muito bem para a compreensão deste capítulo; não que
instinto e razão sejam de fato elementos contrários como já foi explicado,
porém, são polaridades de um só componente.
O significado de razão em sua
forma mais abrangente é a capacidade para resolver alguma coisa através do
raciocínio; aptidão para compreender para julgar e raciocinar; a inteligência
de modo abrangente; segundo a filosofia é a capacidade que distingue os homens
de outros animais e esse é o ponto principal a observar nesse estudo.
O
significado de instinto em si já explica muita coisa; segundo o dicionário
instinto é: impulso inato que faz com que um ser humano, ou
qualquer outro animal, se mova inconscientemente buscando sua própria
sobrevivência: instinto de conservação. Impulso natural que leva alguém a agir
de maneira inconsciente, sem se pautar
pela razão ou inteligência. Faculdade de perceber, de entender algo, que independe da razão; intuição. Aptidão
inata; tendência que leva alguém a fazer alguma coisa: instinto para o vício!
Trecho do livro: "Sexualize" de: Cristal Braga.

A pintura acima é de autoria de: Pompeo Girolamo Battoni; pintura: Achilles e Centauro Chiron
Discernido
as características que definem: instinto e razão; vamos avançar na busca ao
equilíbrio dessas potencialidades próprias do ser humano.
O
objetivo não é eliminar os instintos, (e sim, empregá-los na medida certa); nem
dar ouvidos a razão impostas por regras externas nos moldes da sociedade, que
incentiva castrar totalmente o impulso natural que nasce do instinto; a razão
que vem de nosso próprio interior que vem sendo moldada por nossas próprias
experiências e necessidades de evoluir e nos estimula a sensatez, essa sim é a
bússola que indica o caminho para o equilíbrio. Harmonizar esses dois aspectos
é a própria evolução do indivíduo nessa dimensão onde o espírito e matéria, são
parte do mesmo ser.
Acessar os preconceitos, crenças limitantes e desejos mais ocultos
guardados no inconsciente trazendo-os a tona nos ajuda reconhecer o s instintos,
lembrando que mesmo racionais, somos ainda, animais da espécie humana; embora
soe como um clichê, muitos de nós temos nos esquecido disso e nos colocamos
como superiores na natureza esquecendo que somos parte dela e por isso refreamos
nossos instintos gerando conflito entre o que acreditamos ser o correto no consciente
do homem evoluído e o desejo imoral submerso e reprimido no inconsciente, digo
imoral por não ser compatível com as regras que cada um reconhece como certas ou
por não estarem de acordo com o que aprendemos em nosso círculo social; o
contrário também pode ser observado no indivíduo que pouco se preocupa com
certas regras que permitem uma convivência sociável; comportamentos que não
seguem regra alguma, nos quais a pessoa permite expor seus instintos sem nenhum
controle e usa a sexualidade sem nenhum comprometimento com as leis universais,
tem a intenção de reprimir a moralidade como forma de libertação de regras
impostas pela família pela sociedade e também protestar a sistemas que
reprimiram a expressão natural; podem ser também o resultado de desajustes
afetivos na infância e traumas de acontecimentos negativamente marcantes. Mais
a frente, veremos a sexualidade na infância.
Freud chamou todo conflito gerado pela repressão do que está no inconsciente, seja, moral ou imoral de neurose. Neurose é o conflito que surge entre o homem natural e o homem social, ou seja, conflito entre o instinto e a razão; o homem natural é o animal racional que somos originalmente enquanto o homem social é o que procura evoluir e tornar se civilizado segundo a sua cultura.
Freud chamou todo conflito gerado pela repressão do que está no inconsciente, seja, moral ou imoral de neurose. Neurose é o conflito que surge entre o homem natural e o homem social, ou seja, conflito entre o instinto e a razão; o homem natural é o animal racional que somos originalmente enquanto o homem social é o que procura evoluir e tornar se civilizado segundo a sua cultura.
Por causa da necessidade de evolução e socialização o ser humano busca seguir regras e aceitação no meio em que vive; isso implica em ter um lar, formar uma família, ter emprego, status e relacionamentos; nem sempre as regras e a cultura estão de acordo com a necessidade que cada um tem de se expressar, portanto, acabam por reprimir muitos de seus desejos e limitar sua liberdade para que atendam às expectativas do sistema ao qual se vê
inserido.
Quando
não consegue seguir as regras e atingir a essas expectativas o ser humano se vê
completamente fora dos padrões da sociedade sentindo se isolado torna se
desajustado; nesse caso muitos acabam liberando seus instintos mais obscuros em
total descontrole ou reprimindo mais fortemente esses instintos, muitas vezes buscando
o equilíbrio através de doutrinas religiosas.
De
um jeito ou de outro reprimindo ou liberando sem controle os instintos, essa
transição do homem natural para o homem cultural se não for feita de forma
equilibrada tende a criar conflitos que desencadeiam comportamentos nocivos para
si e para a sociedade.
Desde o princípio da civilização há uma forte necessidade de reprimir os
instintos humanos em busca do equilíbrio que nos tornaria seres mais evoluídos,
entretanto, a religião e a política, usando de seu poder, aproveitaram se da
ignorância e fraqueza humana para impor regras, criar leis e sistemas que dominavam
o povo através do medo e isso vem se arrastando até os dias de hoje; de um lado
temos os reprimidos, com seus conceitos e crenças limitantes e de outro lado
temos os libertinos com seu descontrole e problemas afetivos; ainda temos os
que sofrem de patologias mais sérias relacionadas à sexualidade que refreiam
seus instintos perante a sociedade, mas, que secretamente os libera brutalmente
praticando atos criminosos. Temos também no planeta uma parcela de pessoas que
depois de terem passado por vários estágios dos conflitos sexuais se encontram
em ascensão no entendimento das energias que formam a sexualidade e fazem uso
dessa força de maneira plena.
A
verdade é que toda a humanidade terá que alcançar o equilíbrio entre o instinto
e a razão para resolver seus conflitos sexuais, e isso só será possível através
do conhecimento e do entendimento que o levarão a se libertar de seus medos e
de suas crenças limitantes; reprimindo nosso “animal” os instintos sedentos de
liberdade virão à tona de formas indesejadas e liberando-o descontroladamente estaremos
agindo irracionalmente; portanto assumir nossa natureza e educar nossos
instintos é uma responsabilidade que nos levará a evolução como espécie....

A pintura acima é de autoria de: Pompeo Girolamo Battoni; pintura: Achilles e Centauro Chiron


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